Consumidor usará maior parte do 13º para quitar dívidas

Os pagamentos do décimo terceiro salário em Mato Grosso do Sul vão incrementar a economia do Estado em R$ 2,6 bilhões, porém, apenas R$ 400 milhões deverão ser direcionados ao comércio, já que a prioridade do sul-mato-grossense será a quitação de dívidas. Segundo levantamento sazonal do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS), realizado em parceria com o Sebrae-MS, 55% da população pretende utilizar o dinheiro para pagar contas, impostos e outras despesas do início de ano e 16% responderam que vão usar o recurso para comprar presentes e gastar com comemorações relacionadas ao período de fim de ano.

A boa notícia para o comércio, contudo, é que, de maneira geral, houve aumento das intenções de consumo e do preço médio a ser gasto com os presentes de Natal. O levantamento aponta que, impulsionadas pela recuperação da economia e pelo otimismo dos consumidores, as festas de fim de ano devem movimentar R$ 378,32 milhões na economia de Mato Grosso do Sul, sendo R$ 225,17 milhões no período do Natal e R$153,15 milhões no Ano-Novo. O montante é 48,7% maior do que a movimentação de 2017, que foi de R$ 254,35 milhões.

“O cenário está positivo, pois temos um número expressivo de movimentação [da economia]. A intenção de consumo das famílias teve um aumento de 20% em relação a 2017. O desemprego ainda está alto, mas temos alternado bons e maus momentos”, comenta a economista da Fecomércio, Daniela Dias. “De uma forma geral, as pessoas estão mais otimistas, por isso estão propensas a gastar mais e até a utilizar mais a opção do cartão de crédito e parcelamento, apesar de o pagamento em dinheiro ainda ser a maior preferência”, define.

Segundo a pesquisa, 63,1% dos sul-mato-grossenses pretendem arcar com os gastos dos presentes de Natal com dinheiro, já 14,1% vão usar o cartão de crédito e outros 13,1% vão parcelar as compras. A maioria da população também pretende procurar os produtos nas lojas do centro (72,8%).

*Leia mais na reportagem de Eduardo Fregatto, na edição desta sexta (30) do Correio

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