Frigorífico transferiu R$ 978 mil a investigados na Lama Asfáltica

Citado nas investigações da Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, o frigorífico Marfrig pagou pelo menos R$ 978 mil em patrocínios para congressos jurídicos e antecipação de serviços advocatícios para investigados em esquema de corrupção. O Instituto Ícone recebeu R$ 500 mil das Pampeano Alimentos (ligada ao Grupo Marfrig) e o escritório Roncatti Advogados, de Felyx Jayme Nunes da Cunha – assessor do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul e um dos alvos da Operação – R$ 478 mil por adiantamento de serviços. A PF suspeita que os pagamento seriam “notas frias” para legalizar propina aos chefões do esquema que ocorria durante a gestão André Puccinelli, composto por políticos, servidores e empresários.

“O Grupo Marfrig não recebeu qualquer contraprestação em razão do patrocínio ao Instituto Ícone no valor de R$ 500 mil, nem em razão do pagamento de R$ 478 mil ao escritório Roncatti”, afirmou a Polícia Federal em representação para o cumprimento de mandados de busca e apreensção e de prisão preventiva da sexta fase da Operação Lama Asfáltica.

Em depoimento à Polícia Federal, Luiz Roberto Firmino da Silva, diretor da Marfrig, disse o pagamento do patrocínio do evento jurídico, em que o logotipo da empresa nem sequer foi utilizado pelo Instituto Ícone, ligado a André Puccinelli Júnior, promotor do congresso.

Felix Jayme é um dos alvos da sexta fase da operação da PF. Ele é assessor do conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, Osmar Jerônymo, e foi por causa da atuação dele no esquema de lavagem de dinheiro que os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão no TCE, e também e em outros cinco endereços ligados a ele.

* Leia a reportagem, de Eduardo Miranda, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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