MDB passará por reestruturação para retomar o poder nas eleições

O MDB passará por processo de reestruturação, depois das últimas eleições, para voltar a ser protagonista na política de Mato Grosso do Sul. O partido saiu menor das eleições deste ano. O MDB entrou na campanha eleitoral com bancada de sete deputados estaduais. Só elegeu três para cumprir mandato a partir do próximo ano e a correção de rumo está sendo avaliada para o “partido voltar com força” nas próximas eleições.

O ano não foi feliz para o partido que comandou Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Campo Grande por longo período. O MDB chegou a ser a maior legenda do Estado. Os problemas começaram em 14 de novembro do ano passado, com a primeira prisão de André Puccinelli. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região mandou soltá-lo 24 horas depois. Essa prisão aconteceu a 15 dias do “grande encontro do MDB” para lançamento da pré-candidatura dele à sucessão estadual.

Os pilares do MDB foram novamente abalados com a segunda prisão do seu principal líder, o ex-governador André Puccinelli, em 20 de julho. Ele estava entre os favoritos na corrida para governo do Estado, mas o seu plano eleitoral foi interrompido abruptamente às vésperas da convenção partidária para homologação de sua candidatura. A prisão deixou o partido atordoado e sem muito o que fazer para concorrer às eleições.

Às pressas, o partido apresentou a senadora Simone Tebet para disputar ao governo depois de visitar o ex-governador na prisão. André fez apelo à senadora para não deixar o MDB sem candidatura à sucessão estadual. Ela aceitou o desafio e dias, depois da convenção, renunciou e o partido sofreu outro abalo. A solução foi colocar o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júnior Mochi, que estava pronto para disputar à reeleição.

Em 20 dias, o MDB ficou sem rumo com a indefinição de candidatura a governador. Isso prejudicou o partido. Chegou-se a cogitar a apoiar o procurador de Justiça Sérgio Harfouche, vice de Simone, para encabeçar a chapa. A cúpula partidária não aceitou a ideia por considerar importante, no momento de crise, apostar em outro nome da legenda. Mochi foi escolhido e Harfouche alçou voo solo concorrendo ao Senado, pelo PSC.

(*) Confira a reportagem completa na edição do Correio do Estado de hoje.

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