Mesmo com período chuvoso, infestação do mosquito ‘porvinha’ continua em Nova Andradina

Mesmo em menor escala com a chegada do período chuvoso, a infestação do mosquito ‘porvinha’ continua em Nova Andradina. Gerando grande incômodo na população, as reclamações tiveram início em junho com o primeiro surto do inseto já registrado no município.

Segundo as informações a que o Nova News teve acesso, estudos são realizados para detectar o meio correto de extinção do mosquito que tem uma variedade de espécies. Conforme o biólogo Jhoy Alves Leite, responsável pelo setor de entomologia do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), uma coleta de insetos na fase adulta foi realizada e encaminhada para a Faculdade de Ciências Biológicas e Agrárias da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) quando, posteriormente, ocorreu a constatação que o grupo presente no município é do ‘simulídeos’ que desenvolve habitualmente às margens de córregos.

No trabalho a campo, Leite detalhou que foram encontrados desde larvas, pupas e adultos dos insetos em dois pontos do Córrego do Baile – na MS-276 saída para Ivinhema e ainda na MS-473, saída para a região do Bairro Laranjal. “A infestação foi constatada e atingem bairros especialmente na região noroeste de Nova Andradina como: Argemiro Ortega, Bela Vista I e II, Centro Educacional, Cristo Rei e alguns pontos do Horto Florestal”, detalha o entrevistado.

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Infestação foi descoberta em dois pontos do Córrego do Baile em Nova Andradina – Fotos: Divulgação/CCZ

De acordo com o biólogo, uma primeira tentativa de extermínio do mosquits foi realizada com a aplicação de um inseticida que não surtiu o efeito esperado. “Pelo verificado, é necessário um estudo mais aprofundado para verificar qual o meio correto de eliminação. Desta forma, entramos em contato com o Laboratório Fiocruz, no Rio de Janeiro, que tem profissionais especializados no assunto que irá nos auxiliar por se tratar de algo novo até a nível de Estado, desencadeado a partir de fatores de desiquilíbrio ambiental”.

Sobre como age o ‘porvinha’, Leite explica que possui um aparelho bucal que é mastigador na fase de larva e picador na fase adulta que, ao sugar o sangue da pessoa, causa alergias.“Tratam-se de mordidas doloridas e quanto mais se coça, mais dá alergia e pode ocorrer alguma contaminação. Com a ajuda do laboratório do Rio de Janeiro esperamos dentro em breve eliminar essa infestação que tem atingido Nova Andradina”, expôs o biólogo.

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